segunda-feira, 28 de novembro de 2011

"sobre as falhas
os fracassos disfarçados de loucura."

A loucura do fracasso se instaura
na mente pouco sã daquele que foi grande
e agora menino pede arrego.
Sei do que o fracasso é capaz
quando esmurro o espelho e me corta.
Falhei sim, mas não comigo.
Falhei e fracassei com o mundo.
(não que eu seja assim tão importante)
Sei que sou dono da verdade,
pelo menos da minha verdade!
Me perco na suas e desentendo
acolho e dou risada.
Viajo pra que não vá para longe demais.

domingo, 27 de novembro de 2011

"sobre os gostos
de noite e desgostos do dia..."

Prefiro o copo à dose
diária, quente.
Prefiro minha poesia de quinta,
à poses frenéticas.
Preferências, me perco nela
e no vidro frio da pele.
Que esquenta e derrete
o que escrevo de caneta.
A poesia encrustada na pele
alcoólica e desacreditada.
Sonho e vejo. Se prevejo
ainda não sei.
Por isso prefiro a noite.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

"sobre o que vejo
como e quem vejo de fato..."

Encaro olhos violentos,
cuspindo fogo e vomitando palavras
poéticas, doces.
Ensaiando nobres falas,
enquanto a poesia dói.
Vestido de tinta colorida
coberto de gotas vermelhas viscosas.
O chão laranja de piso,
fica liso com toda aquela bagunça vermelha
e uma lâmina brilhante.
Os olhos fixo
depois de 360 graus giram.
A fumaça passa em frente
sem parar de encarar.
O espelho se parte em um soco
quem sabe assim, não minta para mim.
Desisto de encarar o que não vejo.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

"Sobre a nova sobriedade,
nas prisões sem muros..."

preso o poeta liberto
fica na terra deitado
em posição fetal espera a chuva
molhar todo aquele encantamento
que causa, a sobriedade
da falta de lucidez,
sóbrio.
Sóbrio e nada sombrio,
o poeta se joga,
bolas pra Jah
goles pra alguma bruxa.
e uma dose de uísque pra ela.
que poem o poeta no chão
na lona, do colchão
arranca suspiros ébrios
dos olhos bêbados brilhantes.
que amolecem,
tanto quanto estamos no chão
deitado sobre a terra molhada
da tempestade com vento aqui fora...