"Sobre saudade(s)...
todas elas em quatro ou seis lados..."
A melancolia da noite
da lua nascendo atrás de um prédio.
Concreto de tantos lados,
tantos pedaços quebrados do espelho.
Um, dois e até três
lados de um dado viciado,
criado por um dono tão viciado quanto.
A poeira branca da mesa,
da lua e do mármore da lápide.
A tristeza infundada,
afundando na tristeza da saudade.
A falta gritante do hoje,
e as contorções do ontem.
Cada inspiração das letras,
todas aspiradas de dentro do prato.
Ah a falta desse lado da moeda,
jogada pra cima sempre perco.
Parado.
Naquela esquina onde deixei meu pacote,
levaram minha vontade pra longe,
poesia, violência e vários vícios.
Pergunto a Lua na janela,
precisava estar tão longe?
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